Efexor75

Voltou, embora sem motivo aparente... e com a mesma cara velha de antes...



Segunda-feira, Outubro 16, 2006

"Meu amigo, você é louco!"

Essa lapidar frase, que já foi falada por todos meus amigos, saiu da boca de um PM que pegou carona comigo na estrada e que se mijou, literalmente, nas calças quando fiz uma manobra arriscada. Eis o relato fiel dos acontecimentos (segundo minha ótica, claro...)

Eu estava a caminho de Espírito Santo do Pinhal, para uma formatura de um colega, quando me perdi. No acostamento tinha um desses policiais pedindo carona e ele ia para a mesma cidade, por isso montou no carro e foi comigo. O papo ia normalmente, quando estávamos em uma descida e eu atrás de um ônibus. Essas malditas estradinhas de mão dupla são um terror e eu, cuidadosamente, vi se não vinha alguém do outro lado e acelerei.

O meu antigo golzinho 1.6 teve que suar para passar o ônibus na descida e quando eu emparelhei com ele, apareceu do nada, um caminhão cheio de cana, à minha esquerda, vindo de uma pequena estrada de terra. O pior é que o nojento não esperou, simplesmente entrou. Meu Deus, pensei que ia morrer ali mesmo. Emparelhado com o ônibus, o guarda ficou branco e não hesitei. Gritei "te segura, malandro!", pisei mais fundo e acelerei até 180. O caminhão buzinava e numa manobra digna de James Bond, cortei à frente do ônibus, fui pro acostamento, voltei para a pista, atravessei o outro lado e dei sorte de entrar em um acostamento cheio de areia e terra, mas nenhuma árvore.

Parei o carro, saí, me dobrei no chão com os joelhos bambos, enquanto o motor fervia e o guarda estava pálido, todo mijado. Ele olhava para mim e dizia "moço o que você fez, você é um louco, um louco, um louco!", assim mesmo, todo histérico. Mas o que eu podia fazer se o caminhão aparece do nada, morrer?

Depois disso, esperei um tempo até o motor esfriar, botei a água que eu levava no motor, vi se não tinha acontecido nada com o carro (intacto, pura sorte) e segui viagem. Mas sem o guarda. Ele preferiu se sentar ali mesmo e trocar de roupa em qualquer lugar do que ir comigo.

E a viagem correu sem problemas. Isso se você considerar que, depois, entrei na contra-mão, descendo a 100 km por hora em um lugar que era uma curva onde os carros subiam e, mais tarde, quase atropelei um cavalo. Resumindo: uma viagem perfeitamente dentro dos padrões Rubão de qualidade...

postado por: Rubão 10:59 AM

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Van Morrison no boteco

Quando eu cabulava aulas (seja no colegial, na faculdade, no cursinho...) eu gostava da sensação do dia começando, ao passear pelas ruas. Nada mais me irritava do que o período das 7h às 9h da manhã, que é quando o sono bate ainda pesado e os minutos custam a correr.

Mas eu sempre gostei de sair ouvindo música pela manhã e caminhar por aí, sem rumo. Às vezes aproveitava para fazer visitas inesperadas e era divertido verem as pessoas ficarem assustadas e me perguntarem o que diabos eu estava fazendo lá tão cedo.

Foram inúmeras pessoas a quem visitei e com reações diferentes. Lembro-me de uma vez que comecei a conversar com um senhor que não era meu vizinho, mas sempre parava para tomar café em um bar perto da minha casa. Todos os dias entabulávamos um papo sobre futebol, música, cinema, etc...

Ele era um daqueles caras judiados pela vida, muita tragédia, roupas rotas, mas com um conhecimento inacreditável. Você podia não dar um centavo pelo sujeito, mas com certeza não tinha um milésimo do conhecimento dele. Ele ali, sozinho, tomando um café-com-leite, comendo seu pão com manteiga, me abordou um dia e perguntou afinal o que eu tanto ouvia naquele walkman. "É uma dessas bandas de rock barulhentas?", me perguntou. Por sorte minha, não era, estava naquela fase celta do Van Morrison, Astral Weeks, essa coisa toda.

Meu Deus, ele conhecia Van! Começou a falar dos discos dele de maneira correta e disse que tinha assistido um show do bardo em 75, na Califórnia (o que podia ser verdade, ou não).

Daí, ficamos horas e horas conversando e como ele não tinha grana e eu tinha um pouquinho a mais do que ele, comprei alguns salgados e ficamos lá, gastando saliva. Essa cena se repetiu por dias e dias e era apenas um outro motivo extra para não ir estudar. Porém, eu sou um cara que odeio rotina e quando aquilo virou uma, passei a ficar até mais tarde na cama ou ia simplesmente fazer outra coisa (até aparecia para estudar, incrível!).

Após algum tempo, entrei no bar e o balconista perguntou por onde eu andava e disse que meu parceiro estava saudoso de mim. "De mim ou das guloseimas que eu pagava?", perguntei irônico.

Ele me respondeu que realmente o lanche que eu pagava a ele pela manhã era o que ele tinha de mais substancial durante o dia, mas disse que o velhinho era muito solitário e ficou muito feliz de ter conhecido alguém tão jovem e com os mesmos gostos dele. Me senti um canalha.

No dia seguinte, fui lá, mas ele não tinha ido. Estava internado em um hospital. Eu não sabia que ele era doente terminal. Até fui visitá-lo, mas ele estava inconsciente e não soube que lá estive. Dias depois, morreu.

Embora eu não consiga lembrar mais seu nome (tantos prozacs, haldols e efexors minaram algumas lembranças), eu sempre me sinto melancólico quando toco Van Morrison, especialmente Astral Weeks. No entanto, certas vezes me orgulho de ter largado um pouco os estudos de lado para viver as ruas. Pode não ser muito certo ou ter me custado caro, mas certas experiências te ensinam mais do que uma aula de cálculo integral...

postado por: Rubão 9:57 AM

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Trilha sonora do dia

Quando seu dia estiver ruim ou tudo parece conspirar contra, tente esse bálsamo de Marvin Gaye, original de 1971.

What's Going On é seguramente um dos três maiores álbuns de soul music e um daqueles chamados indispensáveis, se você ainda curte essa bobagem de listas. Esqueça os rótulos e ouça Marvin desfilando toda sua classe e sua voz aveludada em um mantra sagrado.

Produção sofisticadíssima do próprio artista, o primeiro que se auto-produziu na Motown, comprando um briga enorme com a gravadora, inclsuive por abordar temas sociais, o que era raríssimo para artistas negros, na época..

postado por: Rubão 8:49 AM

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Sábado, Outubro 14, 2006

Não falta mais nada

Após uma sexta-feira 13, um gato preto invade minha casa (num sábado 14) e entra pela sala para, novamente, fuçar no lixo que ficava na cozinha e que eu mudei de lugar! Após uma boa paulada e abrir a porta gentilmente para que pudesse fugir, o bichano deve tentar novamente amanhã. E ainda rasgou a cortina. Mas que coisa!

postado por: Rubão 11:32 PM

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Trilha sonora do dia
O lendário baixista Willie Dixon (autor de dezenas de clássicos do blues e chupado à exaustão pelo pessoal do Led Zeppelin, entre outros) e um jovem guitarrista chamado Buddy Guy acompanham Muddy Waters em um brilhante disco de folk blues - Folk Singer - e ainda com um encarte recheado de fotos e depoimentos.

Precisa dizer mais sobre essa gema, indispensável para quem ama a música que escoa das águas barrentas e que ainda vem com cinco faixas extras e com outros músicos consagrados? Um dos grandes lançamentos de um dos grandes mestres do blues moderno.

postado por: Rubão 11:18 PM

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Solidão e felicidade

Quando eu era criança a solidão fazia parte do meu cotidiano. Me lembro várias vezes de ter pesadelos por não desejar ir à escola. Eu não gostava dos colegas de classe, odiava uniforme, era gago e baixinho. Não foram bons dias, de fato.

Eu tinha particular aversão às segundas, principalmente por causa do Fantástico. São inúmeras as pessoas que sofrem como eu de depressão dominicial por esse programa de merda. Mas o Fantástico era o menor dos meus problemas. Aos 10 anos, eu vi que tinha um jeito para lidar com números, contas de cabeça, essas coisas. O irônico é que eu era péssimo aluno de matemática, aliás, de todas as matérias. Jamais gostei de estudar e isso atrapalhou demais meu futuro. Não consegui acabar engenharia, não quis nada com jornalismo. Livros, eu sempre amei, desde que não fossem os obrigatórios. Há um caso curioso: com 10 ou 11 anos, a professora nos mandou ler um livro do Armando Nogueira, Bola na Rede. Enquanto foi obrigatório na escola jamais li. Depois, ele me acampanhou pelos próximos 20 anos e deve estar em algum canto de São Paulo com os meus cds e discos restantes.

Eu não gosto de ser obrigado (e não apenas eu), eu não entendo porque não podemos fazer as coisas com um mínimo de prazer. Em meu primeiro emprego na Folha de São Paulo, em 1994, eu passava as madrugadas indexando fotos. Era um trabalho chato e solitário. Abria uma foto das agências internacionais, fazia legenda, dava um nome e mandava indexar. Meu horário era sempre maluco, particularmente o da sexta-feira, que ia das 17h até 3h30. Mas eu nunca me importava com isso ou com a carga de trabalho: pegava um refrigerante, um saco de salgado, ligava o walkman e ficava trabalhando e cantando. As pessoas ficavam malucas com isso, com a demonstração de felicidade. E isso me afastava dos demais.

Ser feliz é complicado principalmente se seu referencial não bate com os dos outros. Ser feliz para mim não é um happy hour, tomando chopp em um lugar cheio. Para ser feliz eu preciso de pouca coisa: Naiacy, um pouco de música, algo para ler e um copo de água gelado. E a ressaca que bata em outra freguesia...

postado por: Rubão 2:50 PM

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Sexta-feira, Outubro 13, 2006

Mastercard

Algumas coisas não se compra com cartão (até porque não tenho há anos...). Um deles é ver a cara de espanto no orkut quando acho alguém e mando uma mensagem. E aqueles que eu tinha feito um depoimento na série "Vou sentir falta" que teve mais de 20 personagens, eu posto exatamente o que escrevi há mais de três anos, onde há aquele espaço "depoimentos" no orkut. Eu sei que esse blog anda mais baixo de audiência do que cu de cobra, mas não posso deixar de registrar que encontrei o LOIRÃO!!! Tânia Scaffa, que colocou uma foto linda de menininha. Tira aquela foto e ponha uma atual ou vou descobrir seu celular e ligar a cobrar e ainda tocar "Love Shack"! E o Cosme que pegue uma conexão SP-Sarney para me espancar... beijos, mulherão!

postado por: Rubão 8:58 PM

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O anti-cool mostra o que é ser cool...

Kate

She plays wipe out on the drums
The squirrels and the birds come
Gather 'round to sing the guitar
Oh - I...have you got nothing to say
When all words fail, she speaks
Her mix tapes a masterpiece
Walks through the garden
So the roses can see
Oh - I ... have you got nothing to say

And you can see the daisies in her footsteps
Dandelions, butterflies
I wanna be Kate

Everyday she wears the same thing
I think she smokes pot
She's everything I want
She's everything I'm not
Oh - I ... have you got nothing to say

She never gets wet
She smiles and it's a rainbow
And she speaks and she breathes
I wanna be Kate

Down by Rosemary and Cameron
She hands out the Bhagavad Gita
I see her 'round every couple days
I wanna meet her so that I can say, "Hey ..."

postado por: Rubão 12:37 PM

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Quinta-feira, Outubro 12, 2006

Feliz dias das crianças II

Os três juntos: Pedrão, Isadora e Dudu, em ordem crescente de idade...

postado por: Rubão 1:45 PM

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As duas mais belas visões de Sampa...

Pedrão e minha afilhada do coração, Isadora...

postado por: Rubão 1:39 PM

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Feliz dias das crianças!

Que a vida desse pequerrucho de dois meses, de sorriso franco, e futuro palmeirense seja brilhante. Daqui do Maranhão, o tio manda um grande beijo ao Pedrão, nova figura mítica dessa família peculiaríssima e que ainda não conheço pessoalmente, infelizmente.

Tão bonito quanto ao tio (e a mãe também, lógico...) e uma figura tão serena quanto ao babão daqui, quando tinha a idade dele. É isso aí, quem puxa aos seus não degenera, amor! Uma linda vida ao Pedro, meu terceiro sobrinho...

postado por: Rubão 1:33 PM

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Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Idealismo

Fico comovido (e rindo) ao ver alguns amigos meus abraçarem algumas causas, perdidas ou não. Talvez por nunca ter feito parte de uma patota desde menino ou ter poucas pessoas que compartilham da mesma opinião, eu nunca me abracei a uma ideologia. Quando estava no Mackenzie cursando engenharia e mais infeliz do que nunca, alguns amigos me cercavam e perguntavam sobre música. Lembro-me de um que foi até uma loja que eu frequentava, comprar Astral Weeks, do Van Morrison, de tanto que eu tinha falado.

Bem, Marcelo Nova me disse uma vez que ele é o último dos moicanos e que convive bem com sua solidão. Licenças poéticas à parte, até porque não empunho uma guitarra e fico cantando "Eu não matei Joana D'Arc", eu não consigo mais abraçar nada. Quando entro nos perfis de amigos no orkut, vejo cada um em centenas de comunidades. Para que, você teria tempo de postar e conversar em todas? Ou é apenas mais uma maneira de dizer que está ligado a tudo ao mesmo tempo agora?

Eu não abraço idéias, abraço amigos. Na falta deles nesse fim de mundo à esquerda, abraço minha esposa, minha cunhada, minha sogra e meu sobrinho. Mas queria abraçar mais gente. Principalmente a quem é idealista e quem é sempre bacana comigo. E, também, algumas pessoas recentes com quem pisei na bola.

Não há idealismo que pague um coração em paz...

postado por: Rubão 4:13 PM

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Abandonado no msn

Geralmente sempre tenho algumas ótimas almas para conversar no msn enquanto espero a hora de buscar a patroa na avenida. Ela, inclusive, entra também, da escola, e discutimos assuntos extremamentes importantes, como a influência da escola de Frankfurt e do hamburguer do McDonald's na formação da anti-matéria cearense (o assunto é sério e rende horas de discussões acaloradas e acusações duras de parte-a-parte...tudo resolvido depois com uma série de bicotas nos lábios da amada, porque senão ninguém segura esse rojão...).

Mas, hoje meu msn está mortinho, ninguém entrou para me dar um bom dia, nada. Será que essa praga de muriçocas fizeram outras vítimas a ponto de ninguém curar minha solidão? Assim sendo, só "Brick" para me salvar nessa tórrida manhã... Buááááááááá!

postado por: Rubão 11:30 AM

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A grande canção do dia

Eu sou feliz por amar dores assim...

Brick

6 am day after Christmas
I throw some clothes on in the dark
The smell of cold
Car seat is freezing
The world is sleeping
I am numb

Up the stairs to the apartment
She is balled up on the couch
Her mom and dad went down to Charlotte
They're not home to find us out
And we drive
Now that I have found someone
I'm feeling more alone
Than I ever have before

She's a brick and I'm drowning slowly
Off the coast and I'm headed nowhere
She's a brick and I'm drowning slowly

They call her name at 7:30
I pace around the parking lot
Then I walk down to buy her flowers
And sell some gifts that I got
Can't you see
It's not me you're dying for
Now she's feeling more alone
Than she ever has before

She's a brick and I'm drowning slowly
Off the coast and I'm headed nowhere
She's a brick and I'm drowning slowly

As weeks went by
It showed that she was not fine
They told me son, it's time to tell the truth

She broke down, and I broke down
Cause I was tired of lying

Driving home to her apartment
For a moment we're alone
Yeah she's alone
I'm alone
Now I know it

She's a brick and I'm drowning slowly
Off the coast and I'm headed nowhere
She's a brick and I'm drowning slowly

postado por: Rubão 11:15 AM

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Trilha sonora do dia
Quem me conhece sabe que minha coleção de cds e discos foi dilapidada. São Luís é um cu de lugar, mas existe uma loja onde o dono vende umas preciosidades importadas por 35 reais. Não tem tanta coisa assim, mas achei um disco que tenho carinho especial, o segundo Ben Folds Five, Whatever And Ever Amen. Imagine um trio de jazz com uma pegada mais pop e letras bem ácidas do tipo "kiss my ass" e "Give me my money back, you bitch", e sem um tiquinho de guitarra, só a clássica trindade baixo-piano acústico-bateria.

A banda acabou e o disco possui duas canções que amo de paixão, "Fair" e "Brick". Assim sendo, posto, primeiro a letra de "Fair". Que bom que te encontrei velho amigo, meus dias serão mais divertidos e a raiva desse lugar diminuiu 0,000001%.

Fair


He shouted out his last word
And he stumbled through the yard
And she shattered her last china plate
And spun off in the car
When he lunged onto the hood
She stopped to tell him she'd been wrong
He was thrown head over heels
Into the traffic coming on

But then all is fair in love

Did you get my other letters
Sometimes I think I oughta call
Cause you know I often wonder
If you open them at all
Every couple nights or so y'know
You pop into my dreams
I just can't get rid of you
Like you got rid of me
Oh but I send my best
Cause God knows you've seen my worst

But then all is fair in love
(All this breathing in, never breathing out)

I guess she made her way
Through the mob too late to hear him say
That he'd gotten all he'd wanted
A crowd to watch him bear the pain
He'd been keeping in - so what -

All is fair in love

postado por: Rubão 11:09 AM

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Diazepan + muriçoca = noite de cão

Há quase 6 meses não tomava um comprimido inteiro de Diazepan para dormir, remédio que usei como se fosse balinha no meus anos de depressão. Ontem eu estava muito necessitado. Não durmo direito há quatro noites, estou com alguns problemas e com o corpo todo dolorido - pescoço, calcanhar, cabeça, etc...

Pois tomei, mas as muriçocas resolverem me irritar novamente, picando meus pés e mãos, a ponto de me fazer coçar a noite toda, sem pregar os olhos. Resultado: quando deu 5h30, a Naiacy tinha que levantar para ir ao serviço e sou eu o responsável para fazer o café-da-manhã dela, além de ir até o ponto de Ônibus, que é longe. Não conseguia levantar, parecia que tinha tomado uma surra, de ressaca, o corpo ainda latejava. Tentei vomitar, mas não deu. Fiz o café sei lá como, mas não fui até o ponto com ela, tive que deixá-la em um outro, mais perto, para ela pegar um outro ônibus para depois pegar o dela.

Voltei para casa, durmi por três horas e agora, merda, não consigo acertar as teclas para escrever esse depoimento. Ainda bem que amanhã é feriado. Vou jogar Raid no quarto todo e ver se consigo dormir. Chega de digitar, não acerto uma letra!

postado por: Rubão 10:16 AM

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Terça-feira, Outubro 10, 2006

Uma história antológica

Quando postei isso, Menon até comentou que eu não era o maior louco do mundo. Mas alguém terá paciência para ler essa trolha? Mas, afinal, quem lê esse blog mesmo? Então, foda-se!

Borboleta de papel e chá de cogumelo

Uma das histórias mais divertidas de minha vida e que me fez rir por semanas aconteceu na última semana de funcionamento da Sweet Jane. Carlos quase não ficava mais por lá, apenas eu e Gustavo. Mas em alguns dias Carlos nos fazia companhia e ficávamos os três debruçados no balcão jogando conversa fora, enquanto os clientes fuçavam no que ainda tinha para ser vendido. Invariavelmente o papo passava pelo inimitável Salsicha, a pessoa mais esquisita, maníaca e cheirosa que conhecemos. O homem exalava um patchuli assassino, coisa de louco.

Bem, conversa vai, conversa vem e o Carlos me pede para que eu ligue para o Salsicha, afinal a loja estava fechando e ele queria avisá-lo, já que apesar dos pesares tinha sido um bom funcionário e era uma pessoa de bem. Eu avisei o Carlos que se fizesse isso, ele viria para a Sweet assim que desligasse o telefone. O Carlos disse, "OK, não tem problema". Eu retruquei que ele ia te que aguentar as idiossincrasias dele, mas Carlos pediu mesmo assim. Lavei as mãos e liguei.

Cinco minutos depois, com sua calça, camisa batidas e aquele chaveiro para fora da calça que tanto me irritava, chegou na loja carregando duas sacolas de plástico com caixas. Do nada, sacou as preciosidades dela e mostrou sua nova invenção: borboletas de papel! O relato que segue é verídico e só estou tentando ser o mais fiel possível, entre um espasmo muscular e outro. Aqui vai:

"Marcelo (nome real do parceiro do Scooby), o que é isso?",
"Carlos descobri como ficar rico. Vou ficar tão rico e famoso que vou criar um projeto social com minhas borboletas e vou virar mártir quando for assassinado pelo criadores de borboleta do Sul do Brasil" (calma gente, o negócio ainda vai piorar...).
"Como assim, Salsicha, qual sua idéia?"
"Rubens, está vendo essas borboletas de papel? Então, é o futuro. Veja a minha idéia: não sei se sabe, mas na Europa, pessoas pagam fortunas para terem molduras de vidro com borboletas mortas dentro. Incrível, mas rende uma grana imensa. Só que muitos desses vendedores estão começando a ser perseguidos pela polícia, por crime ambiental. Então o que pensei? E se eu fizer borboletas semelhantes, porém de papel, com xerox colorido? O efeito é o mesmo para quem vê e não tenho problemas com a polícia. Vou ganhar muito dinheiro a ponto de criar um projeto social para crianças pobres me ajudarem a fazerem mais borboletas e virar o maior exportador do mundo. O único problema é que vou criar vários inimigos que vão acabar mandando me matar. Mas aí serei um herói nacional, um mártir, entrarei para a história!" (Eu juro por Deus que ele falou isso, devia ter cheirado todo o estoque anual de patchuli).
"E como você está comprando material para isso, não é caro?", perguntei.
"Ah, é caro sim, Rubens, eu gasto uma grana preta com xerox colorida e 14 horas para montar cada borboleta, mas eu arranjei um emprego em casa mesmo. Toda semana, faço uma faxina geral em casa e minha mãe me paga 100 reais mensais."

Bom, mas não terminou por aí: enquanto o Gustavo fugiu para o banheiro para rir, eu e o Carlos, fomos para o escritório da loja e pedimos, de propósito, para que o Marcelo cuidasse por alguns minutos da loja e atendesse os clientes que entrassem. Claro que ele topou. De dentro, eu virei para o Carlos e disse: "aposto um cd importado que em cinco minutos, ele vai empurrar para o primeiro cliente que chegar aquele disquinho do Stooges que está encalhado há meses, Carlos". Carlos retrucou que ele não faria mais isso e topou a aposta. Foi como tirar pirulito de uma criança: com sua habitual pose de colocar as mãos para trás, Salcicha começou a seguir o freguês que nem perdigueiro, foi até o disquinho, que até ele mesmo sabia que não tinha sido vendido e fulminou: "o senhor consegue os Stooges, banda proto-punk do Iggy Pop?" Eu sentei no chão junto com o Carlos e rimos até não poder mais.

Saímos de trás quietos, e Salsicha começou a conversar conosco como se nada tivesse acontecido. De repente disse para o Carlos que tinha abandonado por um tempo suas poesias concretistas e que estava compondo novas letras para sua banda. Com a maior candura, pedi para que cantasse alguma das letras, enquanto me mandava para a lanchonete ao lado, junto com o Gustavo.

Excitado, começou a berrar com sua voz horrorosa e em alto bom som, versos absurdos, até chegar ao clímax, urrando "Chá de cogumelo, chá de cogumelo!", enquanto Carlos ouvia em choque e todo o edifício (era um prédio comercial) correu até a loja para ver o que se passava. A cena era hilária: um japonês, de óculos, em choque e um loiro espigado, fazendo gestos grandiloquentes e berrando.

Depois do recital, acabou voltando para sua casa, enquanto nós três, entre risos e chocados, tentávamos digerir aquilo tudo. Três dias depois, a loja fechou, organizei uma festa para os clientes antigos e por quem passava. É claro que Salsicha apareceu. É claro que cantou de novo, só que para uma nova "platéia": Marcelo Nova, ex-vocalista do Camisa de Vênus e freguês da loja. O resultado: bem, era Salsicha cantando e Marcelo fazendo mímica de uma guitarra. Impagável. Por onde andará Salsicha?

postado por: Rubão 3:01 PM

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Ressucitando do antigo blog

também conhecido como a volta do tarado por posts...

El Ausente
(Octavio Paz)


Dios insaciable que mi insomnio alimenta;
Dios sediento que refrescas tu eterna sed en mis lágrimas,
Dios vacío que golpeas mi pecho con un puño de piedra, con un puño de humo,
Dios que me deshabitas,
Dios desierto, peña que mi súplica baña,
Dios que al silencio del hombre que pregunta contestas com un silencio más grande,
Dios hueco, Dios de nada, mi Dios:
sangre, tu sangre, la sangre, me guía.

La sangre de la tierra,
la de los animales y la del vegetal somnoliento,
la sangre petrificada de los minerales
y la del fuego que dormita en la tierra,
tu sangre,
la del vino frenético que canta en primavera,
Dios esbelto y solar,
Dios de ressurrección,
estrella hiriente,
insomne flauta que alza su dulce llama entre sombras caídas,
oh Dios que en las fiestas convocas a las mujeres delirantes
y haces girar sus vientres planetarios y sus nalgas salvajes,
los pechos inmóviles y eléctricos,
atravesando el universo enloquecido y desnudo
y la sedienta extensión de la noche desplomada.

Sangre,
sangre que todavía te mancha con resplandores bárbaros,
la sangre derramada en la noche del sacrificio,
la de los inocentes y la de los impíos,
la de tus enemigos y la de tus justos,
la sangre tuya, la de tu sacrificio.

I I

Por ti asciendo, desciendo,
a través de mi estirpe,
hasta el pozo del polvo
donde mi semen se deshace en otros,
más antíguos, sin nombre,
ciegos ríos por llanos de ceniza.

Te he buscado, te busco,
en la árida vigilia, escarabajo
de la razón giratoria:
en los sueños henchidos de presagios equívocos
y en los torrentes negros que el delirio desata:
el pensamiento es una espada
que ilumina y destruye
y luego del relámpago no hay nada
sino un correr por el sinfín
y encontrarse uno mismo frente al muro.

Te he buscado, te busco,
en la cólera pura de los desesperados,
allí donde los hombres se juntan para morir sin ti,
entre una maldición y una flor degollada.
No, no estabas en ese rostro roto en mil rostros iguales.

Te he buscado, te busco,
entre los restos de la noche en ruinas,
en los despojos de la luz que deserta,
en el niño mendigo que sueña en el asfalto con arena e olas,
junto a perros nocturnos,
rostros de niebla y cuchillada
y desiertas pisadas de tacones sonámbulos.

En mí te busco: ¿eres
mi rostro en el momento de borrarse,
mi nombre que, al decirlo, se dispersa,
eres mi desvanecimiento?

I I I

Viva palabra obscura,
palabra del principio,
principio sin palabra,
piedra y piedra, sequía,
verdor súbito,
fuego que no se acaba,
agua que brilla en una cueva:
no existes, pero vives,
en nuestra angustia habitas,
en el fondo vacío del instante
¿ oh aburrimiento ¿,
en el trabajo y el sudor, su fruto,
en el sueño que engendra y el muro que prohibe.

Dios vacío, Dios sordo, Dios mío,
lágrima nuestra, blasfemia,
palabra y silencio del hombre,
signo del llanto, cifra de sangre,
forma terrible de la nada,
araña del miedo,
reverso del tiempo,
gracia del mundo, secreto indecible,
muestra tu faz que aniquila,
que al polvo voy, al fuego impuro.

postado por: Rubão 2:58 PM

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Você acredita em milagres?

Nada me irrita mais nessa cidade de atrocidades chamada São Luís do que essas romarias imbecis de evangélicos e católicos. Os jovens daqui são as coisas mais inacreditáveis. Suas preocupações são as mesmas, não importa qual a classe social: portar o celular mais caro, falar uma língua incompreensível, idéias mesquinhas, comprar abadás e irem à igreja, independente da religião.

É impossível um homem ou mulher sérios conseguirem alguém para namorar nessa cidade. Antes que me perguntem, conheci a Naiacy pela internet e ela é a cearense... E o que mais me irrita é que em qualquer lugar que você vá tem sempre uma música evangélica ou católica tocando. Nas ruas, no supermercado, nos ônibus (que ainda colocam adesivos nos vidros!). Igrejas tocando aquela ladainha evangélica têm umas 10 perto de casa. E esse pessoal é rancoroso, nunca sorriem, parece que a vida sempre é feita para penitências e sentir culpa. E quanto mais esse pessoal reza, mais ateu eu fico. Alguém realmente acredita em oração, em milagre? Em pleno século XXI ouvir falar o imbecil do Bento ou esses pastores e achar que aquilo tem algo de substancioso só pode ser piada. É melhor ficar vendo roletrando...

Milagres não acontecem. O que acontece é você se matar de trabalhar, de lutar e ter algum prêmio na frente. Embora não tenha dados oficiais, ouso dizer que 80% da população C, D e E daqui são evangélicos. É uma gente que não dá um sorriso, não tem um pingo de senso de humor, usa aquelas camisetas com frases imbecis. Talvez eles tenham razão em rezar tanto, porque só um milagre fará arranjarem um parceiro ou quem goste deles.

postado por: Rubão 2:41 PM

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O que fazer quando....

Sua mina está arredia...

1 - Fazer carinho
2 - Sair para jantar
3 - Falar como está lindo o cabelo dela (ainda que tenha o pintado de roxo e verde...)
4 - Pagar a conta sem pedir desconto pro garçom
5 - Acabar a noite num lindo roçado ao som de "Penetration" de Iggy and the Stooges


Está para ser demitido...

1 - Chegar um pouco mais cedo
2 - Não chamar a atenção do chefe
3 - Fazer cara de trabalhador
4 - Se vestir bem e estar com a barba feita
5 - Sair com a secretária dele para ela te dar umas dicas e acabar a noite ao som da mesma "Penetration"

Sua conta bancária kapuft!

1 - Pedir empréstimo
2 - Pedir outro empréstimo
3 - Pedir mais um empréstimo
4 - Empréstimo, de novo???
5 - "Penetration" na gerente

e, finalmente...

Quer se matar

1 - ler Paulo Coelho
2 - ler Lair Ribeiro
3 - tomar vinho chapinha no gargalo e quente
4 - ouvir música evangélica
5 - ouvir "Penetration" munido de uma peixeira paraibana...

dessa maneira, podemos ver que Iggy and the Stooges tem sempre a resposta para seus problemas. CQD

postado por: Rubão 8:50 AM

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Armando e a depressão

Três anos atrás, no antigo efexor75 (embora com a mesma cara amassada de hoje), fiz um post falando sobre depressão. Por algum motivo, Armando, então com 65 anos, gostou e postou o seguinte comentário: "Na casa dos 65 e desde moço. É luta pra dar com pau. Tipo xinga, toma um toco, cai, levanta e assim vamos o fim. Quem tem sabe. Que não tem dê loas. Valeu gente boa."

Pois, quando revivi o blog, estava enamorado dos meus antigos textos e vi esse comentário. Resolvi, depois de tanto tempo, escrever para ele. Qual não foi minha surpresa, dias depois, receber outra mensagem:

"Obrigado! É isso aí Rubens. Nada se perde. Mesmo tardiamente, a sinceridade que tanta falta faz aos brasileiros, graças a você e muitos patriotas, postulam mensagens de que nada está perdido.
Cada um sabe de seus tempos, e nessa globalização, os internautas-escritores aproveitam para descarregar anseios, sonhos e vociferam contra realidades encobertas de covardias humanas.
Pena, pena mesmo que o "efexor75" tenha parado.
Voltando agora após encrenca no micro, envio fraterno abraço e votos de saúde e paz.
Armando Andrade
http://aipaf.bigblogger.com.br/ e http://aipaf.blogspot.com/"



Fiquei bastante feliz com a resposta dele e pedi autorização para publicar esse último e-mail. Armando possui dois blogs que valem a pena ser lidos. É isso aí, Armando, o efexor75 voltou e, oxalá, fique por mais um tempo. Afinal, estamos na chuva pra se queimar. E usando suas palavras: "é luta pra dar com pau."

Valeu, gente boa!

postado por: Rubão 12:26 AM

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Segunda-feira, Outubro 09, 2006

Vote, vote corretamente

Em tempos de eleição, cite cinco discos que marcaram sua vida. é a volta das listas!

Missão difícil, por isso vou escolher apenas entre desconhecidos, mas cada um dê a sua, com qualquer critério...

1 - Bevis Frond - Valedictory Songs
2 - Anton Barbeau - Drug Free!
3 - Momento 68 - Tecnologia
4 - Cosmic Rough Riders - Too Close too far
5 - Cheese - Enlarge Your Johnson

postado por: Rubão 7:10 PM

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Trilha sonora do dia


E por falar em Cosmic Rough Riders... Too close too far me foi enviado pela banda quando os entrevistei. Fantásticas canções, incluindo a primeira, "Justify the rain" com os belos versos "we've been waiting for so long / for the summertime / to justify the rain..."

E assim, meu humor vai voltando aos poucos... reabilitando-se da ressaca...

postado por: Rubão 9:13 AM

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Sábios cinco anos...

Ouvindo Cosmic Rough Riders, banda tão bacana, me lembrei de um trecho da entrevista que Pedro e eu fizemos com eles. Perguntamos se eles achavam que faziam uma música alegre, algo curioso vindo de um país como a Escócia. A resposta (ótima, aliás) foi: "Eu acho, sim, que tocamos uma música 'otimista' e isso vem do fato de virmos de uma região calma do subúrbio de Glasgow, uma cidade onde há muito desemprego, crime e violência. Junte a isso o clima horrível da cidade, e sempre achei que a única maneira de escapar de tudo isso é imaginar que você estivesse em outro lugar em que as coisas não fossem tão ruins. Bem, nós somos caras otimistas...risos."

Antes que alguém me mande parar de fazer esses textos melancólicos e clame pela volta do Rubão louco, aquele batia no monitor do jornal, que chutava cadeira e que ficava xingando alguns, digo que estou tentando trazer um pouco daquele cara de volta, mas isso demora, viu? Com o tempo deve voltar.

Schopenhauer escreveu que o conhecimento é limitado e que só a estupidez é ilimitada. Eu digo (como se eu pudesse melhorar isso....) que... ah, não digo nada!

Nessas horas só lembro da frase de meu sobrinho Eduardo quando é puxado para tomar banho contra sua vontade: "hei, isso não é justo, eu não quero, isso não é justo, vai gastar minha pele!"

Com apenas cinco anos e com tanta sabedoria...

postado por: Rubão 9:05 AM

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Domingo, Outubro 08, 2006

Mea culpa

Quando se erra, poucas vezes damos o braço a torcer. Medo, covardia, ou simplesmente egoísmo e arrogância são as proncipais causas para isso. Burrice e querer o impossível, também. Quando eu era jornalista sonhava que era mais do que realmente poderia ser. Esse é um dos motivos que guardei mágoa de tantas pessoas ao longo dos anos. Por isso minha demissão do Lance! doeu tanto, porque quem era meu melhor amigo tinha me garantido, duas semanas antes, que eu não seria demitido quando eu desconfiava que estava na linha de tiro.

Mentir é algo detestável. Ser enganado acaba com nossas ilusões. Nessa última semana andei fazendo a maior faxina interna da minha vida. E, aleluia, não precisei de terapia, efexor, prozac, haldol e outros aditivos químicos. Só precisei passar os dias quieto no computador ouvindo "If Not For You", "Tupelo Honey" e "Roda Viva" e chorando.

Há quem quero enganar quando poso de durão, logo eu, a manteiga mais derretida que existe? Que direito eu tenho de ofender pessoas que me abriram os braços e têm paciência com as minhas ranhetices? Quem sou eu para mandar pro inferno antigos amigos? Quem sou para exigir fidelidade dos outros se não sou fiel a mim mesmo, aos princípios que sempre achei caros?

Eu fui imbecil por tantos anos e por tantas vezes. Magoei pessoas que não mereciam e pessoas que nem deviam mais me dar um oi. E como toda a faxina, consegui separar o precioso do descartável, do supérfluo. Eu não sei como será o meu futuro, porque não quero mais dizer que aprendi com meus erros, porque é óbvio que não aprendi.

Menon uma vez escreveu sobre mim em seu antigo blog: "Eu queria saber colocar links aqui só para poder recomendar o EFEXOR75, simplesmente o mais divertido, angustiante, honesto, visceral e louco (como não?) blog que eu já vi."

Eu quero voltar a ser honesto novamente. Angustiante sempre fui. Divertido, não mais. Louco e visceral, não sei. Porém, primeiro, honesto. E, quem sabe, eu seja merecedor novamente dos outros adjetivos no futuro.

postado por: Rubão 8:45 PM

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Xadrez

Faz tanto tempo, mas tanto tempo que não jogo xadrez que estou quase esquecendo as posições no tabuleiro. Há alguns meses atrás conversei com o Padre Cláudio, diretor da escola onde Naiacy é supervisora, sobre o tema. Para me distrair um pouco, disse que ia tentar falar com o Rafael Leitão para que ele desse uma aula para os alunos e que organizássemos algo do tipo um desafio. Acabei conseguindo falar com Rafa via msn. Gostou da idéia, mas agora precisa ver se agilizo o assunto, pois esse pessoal é meio enrolado, embora ele seja um cara 100%.

Aliás, Leitão conseguiu a medalha de ouro como o terceiro melhor tabuleiro do campeonato mundial. Cada equipe tem três principais tabuleiros, classificados pelo ranking de cada país. Pois, entre os terceiros melhores, foi ele quem teve o melhor desempenho entre todos e eram mais de 60 países. Pena que o Brasil foi mal, mas ele fez sua parte...

Em tempo: alguém tem uma digrama de xadrez? Cavalo é antes ou depois dos bispos? E pensar que já fui camera-man da Bolívia no maior torneio brasileiro da modalidade...

postado por: Rubão 1:12 PM

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Acabou a fase George Harrison

Após três dias ouvindo "If Not For You" do All Things Must Pass é hora de virar página. Escolhi a caixinha dos três primeiros cds do Chico Buarque que comprei ontem, um dos dois presentes que a Naiacy ganhou de seu aniversário hoje de... anos... a peixeira tá afiada rapá, sou trouxa, não!

Desta vez a canção é outra.... aliás, já estava a ouvindo também há mais de uma semana...

Roda Vida
(Chico Buarque)

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu,
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu.
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar,
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá.

Roda mundo, roda-gigante,
Roda moinho, roda pião.
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir,
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir.
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há,
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá.

Roda mundo, roda-gigante,
Roda moinho, roda pião.
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor,
Não posso fazer serenata,
A roda de samba acabou.
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar,
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá.

Roda mundo, roda-gigante,
Roda moinho, roda pião.
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou,
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou.
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar,
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá.

Roda mundo, roda-gigante,
Roda moinho, roda pião.
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.

postado por: Rubão 4:28 AM

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Por que fui acordar?

Após ser devorado pelas mouriçocas, acordo para ouvir a corrida do Japão e descubro que Schumacher dançou e que Alonso é praticamente o campeão. Agora só falta meu Palmeiras ser surrado, novamente, pelo Flamengo e o Corinthians ganhar para tudo voltar ao "normal". E Alonso repetirá a façanha de Hakkinen: bicampeão em cima do alemão... que bosta!

postado por: Rubão 4:19 AM

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Sábado, Outubro 07, 2006

O que o amor não faz

Por "culpa" do meu grande amor e que completa mais um aninho de vida amanhã (sou lá besta de dizer quanto, ainda mais com a peixeira que ela ganhou esses dias do sogrão????), arrisco meus primeiros versos na net... Ah, o que o amor não faz...e que ela não morra de vergonha

Naiacy

Fosse ela só um nome, já seria muito
Fosse ela só uma mulher, determinada, altiva
ativa, verdadeira, já seria muito
Fosse ela só bonita, com lindos lábios aveludados,
olhar triste, discreto e sorriso encantador
Já seria muito
Muito para mim...

Naiacy é a minha bebezinha,
Meu cambotinho,
Meu sol, minha noite,
Meu norte, meu sul, meu leste, meu oeste,
Meu bom dia, meu boa noite,
E tudo isso,
Ainda é pouco para ela

É ela quem chora, mas não me xinga
Que fica brava, mas me perdoa
Que ri da minhas piadas bobas
Que não perde a ternura jamais

É ela que se diz sentir perdida
Quando perdido estaria eu, sem ela
É a ela que amo,
que é invendável,
inegociável,
e todos os adjetivos aplicáveis ou não nessa hora

É a pessoa que me escolheu
Por isso volto a dizer
Sou o cara mais sortudo do mundo
Pena que ela não possa dizer o mesmo....

postado por: Rubão 7:34 AM

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Qual é a música?

Ah, qual é a sua? A minha...xi...tantas, como posso escolher uma depois de ter me tornado um ouvinte profissional? Complicado... Nos últimos dias têm sido "If Not For You". O you da música é uma mulher (ah, que novidade, jura?), mas para mim é ela...a música...

Foi ela que me deu uns chutes nos culhões, que me fez ter azia quando me sentia o superhomem. Foi ela que me fez chorar, pular, dançar, correr, parar, abrir os braços, chorar e me deixar daquele jeito melado e meloso que só os amargos sabem ser quando estão felizes.

Ela é a companheira infalível: de manhã, no banheiro, quando tenho pesadelo e acordo assustado no meio da noite ou quando chega uma conta. Ela está comigo embaixo de sol, chuva, frio, calor. Ela me acompanhou em incontáveis walkmans - minha embalagem favorita - em infinitas fitas de 90 minutos - ou nos sempre temperamentais discmans com seu anti-choques irritantes.

É ela que me tira do esturpor ou me põe no esturpor. Lou Reed disse que música é tudo e o que nos impede que fiquemos loucos (mas eu não sei se isso é aplicável no caso dele...)

Por isso, se você estiver triste, tente a música. Ela não vai te abandonar. Você é que irá abandoná-la num canto qualquer do seu armário. Mas sabe o que é sensacional? é que quando você tocá-la novamente, ela te dirá as mesmas coisas. Por que a música é sua amiga especial...

postado por: Rubão 7:03 AM

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Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Férias

Dei um pouco de descanso para minha parte filha-da-puta. Ela pediu férias acumuladas. Está esgotada, então terei que (ou tentarei) ser legal agora...

postado por: Rubão 3:08 PM

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Quinta-feira, Outubro 05, 2006

Me perdoem

Todos aqueles que eu xinguei e maltratei via Embratel. Fui uma besta...

postado por: Rubão 10:26 AM

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O dique rompeu

E as lágrimas não param de cair...

postado por: Rubão 10:09 AM

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Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Help
Alguém tem ou sabe se algum site possui, grátis, desenhos da Cobrinha Azul????

postado por: Rubão 12:45 PM

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Doce melancolia

Quando eu fazia terapia, passava horas e horas pensando diálogos que teria com a Raquel, como se fosse possível saber o que ia dizer e o que ela ia responder. Era uma maneira de saber se estava dando resultado. Se eu conseguisse visualizar boa parte da terapia, significava que eu deveria ficar em casa na sessão seguinte, porque seria previsível. Se eu errasse, voltaria porque "uau, foi diferente!"

Algumas sessões foram realmente divertidas. Especialmente quando eu começava a falar daquele meu jeito metralhadora, vinte coisas por segundo, e normalmente contando as coisas que só aconteciam comigo. Poxa, eu era melancólico, mas era doce! Hoje estou melancólico e estou azedo. Em alguns momentos azedo e podre.

Eu preciso voltar a ser doce, a ser leve, a aprender a não perder mais amigos. E, principalmente, re-aprender a escrever coisas que me dêem prazer...

postado por: Rubão 10:43 AM

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Não é verdade...

A gente não colhe o que planta. Colhemos o que sobrou depois que pisaram em nossa horta.

postado por: Rubão 8:48 AM

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às mulheres....

If not for you

If not for you,
Babe, I couldn't find the door,
Couldn't even see the floor,
I'd be sad and blue,
If not for you.

If not for you,
Babe, I'd lay awake all night,
Wait for the mornin' light
To shine in through,
But it would not be new,
If not for you.

If not for you
My sky would fall,
Rain would gather too.
Without your love I'd be nowhere at all,
I'd be lost if not for you,
And you know it's true.

If not for you
My sky would fall,
Rain would gather too.
Without your love I'd be nowhere at all,
Oh! What would I do
If not for you.

If not for you,
Winter would have no spring,
Couldn't hear the robin sing,
I just wouldn't have a clue,
Anyway it wouldn't ring true,
If not for you.

postado por: Rubão 8:35 AM

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Já não sei...

Muitas vezes se passa pela vida sem entender nada. Eu não entendo mais a nova geração, não entendo mais as pessoas, seus valores, seus gostos. Eu fiquei ultrapassado, bobo. Nunca fui cool, não sei o que é isso, mas fico feliz em saber que essa nova geração não sabe, porque isso diminui minha sensação de estranhamento.

Não há muitas coisas que eu queria fazer, não há muitos planos a serem construídos. De repente, tudo se foi, a montanha ficou alta demais ou os sonhos muito rasos. As pessoas não estão aqui para me beliscar, para me xingar, para divergir. Eu vivo dentro de mim como se fosse uma ostra no fundo do mar, que quer ser achada, mas que quando pode, se enterra mais ainda na areia.

Eu não sei até que ponto uma pessoa pode ficar imersa em sua dor. Não sei até que ponto falar dessas coisas dói, ou se já foi tudo anestesiado...

postado por: Rubão 8:33 AM

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If Not For You...


Quando estou triste, melancólico, eu tento a música. É a música que me salvou tantas vezes antes, muito antes de conhecer a Naiacy, muito antes da terapia, muito antes de eu saber que era alguém. Foi a música que me aproximou das pessoas, que ajudou a cativar amigos, mulheres, e me tirou dos problemas. Foi a música que me fez perder encontros, ao me deixar no chão da sala estirado com um fone de ouvido pensando porque iria sair para conhecer alguém se eu já tinha a minha grande amiga. Foi a música que me abriu as portas, que fechou, que tornou a abrir e tornou a fechar. Como disse Lou Reed "música é tudo e é o que nos impede de ficarmos loucos".

Hoje é um daqueles dias que poderia facilmente ficar louco com tantas coisas. Mas tudo fica banal, leve, quando uma melodia querida, conhecida, leve, fluida penetra em meus ouvidos e me diz "ouça-me!". Não há como não obedecer, não há como dizer não. Nã há como achar que seus problemas não serão resolvidos quando a alma fica mais leve, a espinha ereta e a respiração normal.

Por isso, chupando Bob Dylan eu digo: if not for you....

postado por: Rubão 8:25 AM

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Terça-feira, Outubro 03, 2006

Um clássico

Good times....

Tatau


Imagine um cruzamento de Baudelaire com Garfield. Canino. Foi o bicho (e quase ser humano) mais cheiroso que conheci. Um dia no elevador minha mana Ju e eu cruzamos com Tatau e dona Maysa no elevador. Ele cheirava a lavanda e perfumes variados, e nós a bundum. Uma vergonha. Tatau foi o cachorro mais lânguido já produzido, um mascote perfeito para Amaral. Quando a cozinheira abria a porta de entrada de serviço, Tatau se instalava perto da escada e ficava ouvindo todo o barulho do prédio com uma classe incrível. Não mexia um músculo, não fazia um muxoxo. Aí a besta aqui abria minha porta e o chamava. Ele vinha. Em câmera lenta, slow motion, tira-teima tecnológico da depressão, do tédio e da boa vizinhança. Cinco minutos e trinta e dois segundos cravados era o tempo para cruzar os 4,54 metros do corredor. Parava, eu fazia um cafuné, ele olhava impassível, colocava 4 centímetros de língua para fora e voltava. Já tinha feito a visita social. A hora mais sagrada era seu almoço. Uma entrada de patês variados, seguido de uma lagosta ao termidor e leite desnatado (tinha que cuidar do colesterol) e uma suculenta lambida nos doces em calda de dona Maysa. Se falasse diria após a refeição "voltemos a apreciar a vista crepuscular e pensemos se sou o ser ou nada. Esse Sartre quer me causar indigestão com algo tão nefasto...". Depois que deixei o edifício o vi apenas uma vez. Estava passeando como um príncipe rumo ao novo apartamento. Viu, lambeu o ar e seguiu para o lar. Amaral, seqüestre o cachorro!

postado por: Rubão 6:07 PM

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Mais reminiscências....

Quando voltarei a escrever dessa maneira???

James Lipton comanda um dos programas mais bacanas do canal Film & Arts, da TVA, o Inside Actor's Studio, um excelente bate-papo sobre alunos que saíram dessa escola de cinema e conquistaram o mundo. Na semana passada mostraram uma entrevista com Francis Ford Coppola e por lá já passaram alguns heróis meus como Christopher Walken, Paul Newman, Harvey Keitel, entre outros. Mas o mais gostoso é o questionário montado por Bernard Pivot e que James faz aos convidados na última parte. Como nunca responderei na TV, já que não sou famoso e nem estudei lá, mato minha larica e respondo por conta própria. Acho que me lembro de todas as perguntas. Vou tentar...

Rubens, sua a palavra favorita: Sim
Rubens, a palavra que mais odeia: Cretino
Rubens, o que te excita: Fazer o que gosto
Rubens, o que te irrita: Ouvir palpite de idiotas
Rubens, o som que mais gosta: Música
Rubens, o som que mais te irrita: Britadeira
Rubens, seu palavrão favorito: Cretino, imbecil e filho da puta
Rubens, qual profissão, além da sua gostaria de ter: gostaria de ter uma
Rubens, qual profissão que não gostaria de ter: advogado, administrador, fiscal e qualquer coisa que me fizesse ficar preso de oito às seis
Rubens, o que gostaria de ouvir de Deus quando chegasse no Céu: Andar errado, desce!

Agora só me falta um Oscar e 10 milhões de dólares na conta bancária...

postado por: Rubão 4:41 PM

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Música

A única coisa que tenho me animado a escrever é sobre música. Para o meu site e para o do Coquetel Molotov. Grana não rola, apenas diversão. E alguns cds... Entrei no orkut para encontrar umas pessoas desaparecidas do mapa e acabei me deparando com alguns do meio musical. Aì rolou papo com o pessoal do Fellini, etc... Philippe Seabra, da Plebe, tinha me escrito pedindo autorização para usar uns textos meus no novo site deles (bem bacana, por sinal), em especial a entrevista que fiz com Andy Gill, do Gang of Four, quando mandei um cd da Plebe e outra da Legião para o enfurecido guitarrista inglês.

Nâo consigo mais escrever sobre futebol e confesso algo que nem eu esperava: não assisti a nenhum jogo inteiro da Copa. Vi apenas seis tempos de seis partidas e a final nem prestei atenção. Nos jogos do Brasil, estava sempre dormindo e até passei vergonha na padaria após o jogo contra a Nigéria, ao perguntar o resultado para a moça do balcão. O futebol está um lixo: times, jogadores e a cobertura esportiva. Erram nomes, datas, times, grafias... Ler blog dos "famosos" é algo que passo longe, pois todos são lamentáveis, desde o eterno paladino e chato de plantão Juca até o "bombástico" Milton Neves.

Aí, sobram a música e a leitura. E pela quantidade de coisas bacanas que tenho ouvido, recebido e pelas pessoas que conheci nos últimos três anos, fico com a música. Afinal, eu prefiro falar com pessoas com quem têm algo a dizer do que ler o imbecil do Edmundo dar outra "entrevista explosiva".

postado por: Rubão 8:35 AM

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Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Cinco certezas

1 - a gente nasce
2 - a gente morre
3 - eu amo a Naiacy
4 - eu amo música
5 - não sei postar sem ficar pessoal

Cinco incertezas

Nevermind...

postado por: Rubão 7:25 PM

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Constatação

Será que a velhice deixa a gente tão amargo a ponto de ter que requentar algo que se escreveu anos atrás? Será que eu to na crise da meia-idade ou apenas azedo demais?

postado por: Rubão 4:30 PM

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Post antigo

Achei isso no antigo efexor75 quando eu postava 30 vezes por dia... ainda serve então repito

Quinta-feira, Setembro 25, 2003


Listas (elas voltaram!)



Cinco medos

1 - Ficar surdo
2 - Ser mal-interpretado
3 - Tabalhar de 8 às 18
4 - Ser politicamente correto
5 - Deixar de arriscar

Cinco sonhos

1 - Ser pai
2 - Morar fora
3 - Escrever e ganhar para isso (não mais em jornais)
4 - Ser esquecido
5 - Paz

Meu jeito grosso

1 - Bato telefone na cara
2 - Falo coisas duras na cara
3 - Empurro
4 - Olho feio
5 - Mando tomar no cu

Meu jeito doce

1 - Choro feito criança
2 - Faço carinho
3 - Peço carinho
4 - Faço brincadeira boba
5 - Ligo só para saber como vai

Quem eu gostaria de rever

1 - Meu micro que vendi
2 - Meu pai (não o vejo há meses)
3 - Minha mãe
4 - Minha sobrinha
5 - Meu avô

Eu sou...

1 - Compulsivo
2 - Pernóstico
3 - Sincero
4 - Pentelho
5 - Amigo

Chega de tanta merda!

postado por: Rubão 4:24 PM

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Domingo, Outubro 01, 2006

Trilha sonora do dia

Em dia de eleições, um clássico ao vivo do Dream Syndicate, que Steve Wynn (líder da finada banda) me enviou de presente. CD duplo, lindo duelo de guitarras e contando com infindáveis clássicos, entre elas, uma que diz tudo para hoje (e que torço para que não ocorra segundo turno...): "Tell Me When It's Over...

Um desses clássicos absolutos.

E que Lula mande a corja do PSDB pro inferno, é o mínimo...

postado por: Rubão 7:48 AM

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Schumacher 91x89 Brasil
Schumacher 91x92 Senna-Prost


Lá vem o alemão para o octa... ah, esses espanhóis....

postado por: Rubão 5:32 AM

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