Efexor75

Voltou, embora sem motivo aparente... e com a mesma cara velha de antes...



Quinta-feira, Outubro 19, 2006

Frase do dia

"Soltem as fechaduras das portas!
Soltem também as portas dos seus batentes!"


Allen Ginsberg 1926-1997

postado por: Rubão 11:37 AM

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Jack Kerouac

Ele não é meu escritor beat favorito (sou mais o Allen Ginsberg...), mas é tão raro encontrar livros nacionais deles, que quando vejo um, compro na hora. Nesse semana, chegou aqui uma edição de 6 reais da L&PM e tinha um do Kerouac e do Burroughs (que ainda não comprei porque a grana anda curtíssima, mas comprarei na semana que vem...).

Kerouac tem um estilo muito prolixo, quase turbinado mesmo, falando várias coisas ao mesmo tempo, e muitas vezes dando a impressão que não está dizendo nada, assim como eu neste blog. Em três linhas fala de mulheres, drogas, budismo, sem pontuação como se não conseguisse respirar enquanto escreve. Parece que está sempre tendo um ataque de ansiedade...

Bem, nessa edição de seis mangos lançaram Tristessa outra história auto-biográfica em que ele conta sua paixão por uma índia nativa do México viciada em morfina. Desde On The Road Kerouac me encanta e me entedia. Me encanta sua velocidade e sua honestidade, me entendia tantos porres, pirações e personagens que flutuam entre o sublime e o patético. Com certeza, se eu fosse americano na década de 50, seria um beatnik, mas agradeço ter nascido aqui mesmo, em 1969.

Kerouac, pelo visto, também se cansou desse seu passado porra-louca, viciado, bêbado, bissexual, pois nos últimos anos da vida virou um direitista conservador escroto, embora eu suspeite que fosse muito mais para tentar espantar os zilhões de malas que deviam viajar dias para ter uma palavra dele que trouxesse uma "luz", quando ele deveria apenas estar querendo arranjar alguém para trepar e encher a cara.

Kerouac foi um cara que queria ser apenas um escritor, mais do que qualquer coisa da vida, e resolveu ser o seu único personagem. É impressionante imaginar que um cara que morreu apenas com 47 anos tenha vivido tanto. É impressionante que tenha tido tempo de escrever quase 40 livros. Patético, mas previsível, foi ter morrido de cirrose. E mais patético ainda, foi acabar seus dias xingando toda uma geração construída em cima de seus escritos.

Porém, Jack Kerouac é um mito eterno, e goste-se ou não, tem seu lugar entre os grandes.

Afinal, um certo Bob Dylan (quando não ainda não era chamado de Dylan) fugiu de casa aos 15 anos após ler On The Road, inspirando em suas aventuras.

Só por ele ter sido o ídolo do maior ídolo de tudo que surgiu na música após os anos 60, já o coloca lá bem no alto.

Não é toa que quase todo ano, Dylan vai à sua lápide, senta e canta algumas velhas canções para Jack (na foto, ao lado de Ginsberg). Quem mais recebe tão ilustre e linda homenagem?

postado por: Rubão 11:24 AM

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O que não desejo...

À qualquer criança do sexo masculino

1 - A barba do Menon
2 - O charme do Amaral
3 - A cabeça do Nori
4 - A educação do Chico Silva
5 - O nariz do Rodrigo Borges

À qualquer criança do sexo feminino

1 - Pareça com a Fátima Bernardes
2 - O corte de cabelo da Sandra Annenberg
3 - O cérebro da Lucianta Gimenez
4 - Faça cara de inteligente como a Marília Gabriela
5 - Tenha o mesmo gosto para homens da Cicarelli

À minha princesa

1 - Tenha paixão pela segunda geração do Rebelde
2 - Assine Caras
3 - Assine Veja
4 - Seja jornalista
5 - Namore o filho do Diogo Mainardi

Ao meu pimpolho

1 - Seja sensível (tucanei o bambi)
2 - Seja gambá
3 - seja tucano
4 - Vote no Alckmin
5 - Ache o pai um cara careta

postado por: Rubão 9:30 AM

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Que saudades de Darinta...

Nos anos 80, o Palmeiras teve um zagueiro que ficou marcado como o símbolo daquela década de humilhações para nós: Darinta. Se você não se lembra dele, saiba que Darinta foi um zagueiro daqueles bem toscos. Mas Darinta, durou pouco no clube, menos de 30 jogos e apenas alguns meses. E, infelizmente, passados mais de 20 anos eu tenho que dizer que tenho saudade dele...

Tenho saudades porque há quase 4 anos e por quase 200 jogos venho sido torturado assistindo um tal de Marcinho Guerreiro com a camisa de meu time. Como ele se tornou jogador de futebol? Aliás, ele joga futebol?

Marcinho é uma vergonha para qualquer time, especialmente um time que teve em sua posição Waldemar Fiúme, Dema, Zequinha, Dudu, Batista, César Sampaio, Mazinho, Rogério e até Galeano. Quando Marcinho foi vendido para a França, eu pulei de alegria, mas parece que os franceses perceberam a bobagem que estavam fazendo e melaram o negócio. E ele voltou. E ainda renovou contrato, meu Deus!

Marcinho deveria tentar o mercado português. Quando nada, poderia reativar a banda punk local, Xutos e Pontapés. Porque Marcinho desenvolveu a técnica do stage diving (aqueles mergulhos que os roqueiros fazem na platéia) no campo de futebol. Repare como ele faz falta. Ele nunca está em pé, sempre mergulha para derrubar o adversário. Não há uma falta em que o adversário e ele acabem em pé. E faz as mais bizarras nos momentos mais incríveis. E várias, porque ele bate, no mesmo lance, em cima, em baixo, puxa a camisa e ainda aplica um cutelaço na nuca do coitado!

É o único jogador que rezo para ter a perna quebrada em todas as partidas. Se eu fosse juiz, daria o cartão amarelo a ele antes de começar a partida e diria "vamos ver se já estando amarelado, você pára de bater e tenta jogar um poquinho de bola". Seria o único cartão com boa intenção... Marcinho deveria fazer parte do código penal brasileiro.

Marcinho é um símbolo de uma nova década perdida e uma fila que deve se estender até o ano de 2033 segundo meus cálculos. Graças a ótima administração de Della Monica e Palaia, o clube está falido e sem nenhuma perspectiva.

Quando Francis e Wendell entraram e se firmaram como titulares, fiquei feliz porque vi que nascia uma dupla de volantes com boa técnica e que não fazia mais aquelas irritantes faltas na boca da área. E o gênio do Villar revive o Marcinho Guerreiro, correndo o risco de queimar essas duas boas realidades e, de quebra, deixando voltar aquele desespero que essa anta gera dentro no gramado. Será o benedito?

E, por favor, não o comparem a Galeano, que nos deu nossa última alegria futebolística, em 2000! Galeano não fazia um décimo dos penais e faltas infantis e que sempre resultam em nossa derrota. O incrível é que a besta do Leão o pedia na seleção brasileira.... só se fosse na de boxe tailandês... Marcinho deveria ser processado pelos administradores dos gramados brasileiros por danificar patrimônio alheio.

Eu espero sinceramente que uns 12 jogadores deixem o clube ao final do ano. Não me importam quais sejam os outros, desde que ele encabece a lista. Eu não entendo como deixaram o Corrêa ir embora e porque xingam tanto o Alceu, que melhorou bem, e se não é um primor, parou de espancar os outros.

Marcinho precisa ser negociado urgentemente, até porque sua volta onerou ainda mais o clube. Que ele vá para a Rússia, Ucrânia, Romênia, Líbia, Iraque, Líbano, pro Gambá Team (para reviver sua dupla com aquele outro que lá está) ou pro diabo que o carregue! Ou então, que desembarque em Lisboa para tentar nova carreira...

postado por: Rubão 7:58 AM

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Outro penal

E adivinha quem fez? Marcinho Guerreiro, o homem que tem futebol mais curto que coxa de porco! Ê fase!!!!

postado por: Rubão 12:54 AM

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Nunca pensei que fosse dizer isso...

Mas que saudades do Jair Picerni. O time perdendo de 2x0 e o tal Marcelo Villar me coloca Wendell, um volante. Aliás, o que todo mundo vê no Marcinho Guerreiro? Esse cara é uma piada e ainda tem status de intocável. Não dá para entender. E o tal Chiquinho é meia ou lateral? Porque o homem só joga pelo meio, não faz uma jogada de linha de fundo. Que saudades do Michael! Volta a treinar os juniores, sua anta!

postado por: Rubão 12:52 AM

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Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Amor cibernético

Eu sempre fui rato de internet e alguns conhecem minhas muitas histórias de envolvimentos com internautas. O mais curioso disso tudo é que justamente quando não procurava mais ninguém ou achava que iria conhecer uma pessoa que valesse a pena e já tinha descartado a internet como uma possibilidade, conheci a Naiacy.

Sempre disseram muitas bobagens de conhecer gente assim, com base naqueles imbecis americanos que adoram bizarrices. Ora, conhecer gente pela internet é tão perigoso quanto pessoalmente, e talvez até mais seguro, porque se a pessoa do outro lado estiver sendo honesta você já terá uma boa base de quem é quando marcarem um encontro. Ademais, quantas pessoas convivemos diariamente durante anos e depois ficamos tristes ao descobrir quem realmente são?

Como sempre sofri preconceitos das mulheres por eu não ser exatamente o homem que elas procuravam fisicamente, a net foi uma ótima ferramenta para polir minhas qualidades. E, deu certo, porque encontrei a mulher da minha vida.

Hoje, quando vejo as pessoas discutindo se conhecer gente assim ainda vale a pena, eu dou risada, porque sei que ninguém quer usar a net como um veículo de conhecer "realmente" uma pessoa. Quantas vezes eu já ouvi "ah, tô teclando com um cara legal, mas sei lá, não vou conhecê-lo porque não vai rolar". Como assim, cara-pálida? Se o cara é bacana e vocês se dão bem porque não terminam o que já começou? Não precisa ir direto prum motel, marque um barzinho, beba uns drinques e veja o que rola. Um outro conselho: se o papo ficar frio demais, corram a um cyber e aluguem uma mãquina cada um e conversem novamente via msn, icq, skype. Mas, uma máquina ao lado da outra, porque quando der vontade de dar um beijo, estarão bem pertinhos...

Graças a Deus não preciso mais mandar beijos pelo msn à Naiacy. Até mando, quando ela está na escola trabalhando e entra por alguns minutinhos. Aí é um tal de "bebezinha pra lá", "bebezão pra cá" e outras intimidades (obviamente) impublicáveis.

Por isso, um conselho (sei que ninguém pediu...): não espere mais e nem menos de uma amizade virtual do que se espera de uma real e quando a chance aparecer, não vacile. Em um mundo com tão pouco diálogo como o nosso, encontrar alguém com quem nos identificamos é raríssimo e precioso. E, se o primeiro encontro for em um bar, ou num cyber ou em um motel, que você se divirta e, que no futuro, internet só quando estiverem longe um do outro.

postado por: Rubão 6:54 PM

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Viva Lula!

Política é com o Menon, mas depois de ler o brilhante texto do Rodrigo Borges dizendo porque votará no Lula, achei que é muita covardia minha não dar um pitaco...

Desde que cheguei aqui no Maranhão pude ver melhor o preconceito contra os nordestinos. Não vale a pena comentar quem ou o que me disseram e confesso que eu mesmo mantive por muito tempo esse ranço. Mas o que estão fazendo com o Lula após o final do primeiro turno é nojento.

Eu conheço bem a classe média sulista porque nasci nesse berço. Eu conheço bem a "democracia" de Folha de S. Paulo, Editora Abril, etc, porque trabalhei lá. E, meus amigos, democracia passa muito, mas muito longe, lá dentro...

É impressionante como a classe na qual nasci não é nada mais daquilo que era quando eu fui criado. É fácil ver pelos hábitos culturais: em casa que se ouvia Chico Buarque, lia-se Drummond, hoje toca Leonardo, lê-se (quando fazem isso), Lair Ribeiro, Paulo Coelho, etc... Os programas televisivos como Big Brother são campeões de audiência, apesar do "eu só vejo para observar a mediocridade alheia"...

Não dá para aceitar que esse bando de gente rançosa queira ditar as regras do país. Geraldo é bom né? Sua mulher tão bonitinha, ganhando vestidos, se sacudindo em shows de duos sertanejos, boa moça de família... Quando o Lula viu o DVD pirata do Filhos de Francisco no Aerolula desceram o pau, mas quando a primeira dama do estado de SP vai aos camarins da dupla, é uma mulher boazinha, de imenso bom gosto (argh!). E ainda tem gente que defende nossa imprensa como se fosse de primeiro mundo... Também concordo, estamos pau-a-pau com os papparazzi, aqueles que mataram a Princesa Diana.

Nossa mídia é horrível. Rádios como a Jovem Pan me dão asco. Eles atacam diariamente o governo Lula, mas quando precisam dizer que a inflação desse ano ficará abaixo do patamar estipulado pelo Banco Central (seria de 4,5%, mas não chegará a 3%), trincam os dentes e aceleram a fala como se fosse isso um palavrão.

"O país está mal!" É mesmo, cara-pálida? E nossos índices econômicos, como vão? Dólar estável, inflação idem, superávit primário recorde, na balança comercial idem, pobres comendo mais, remédios mais baratos.... "Ah, mas os bancos estão ganhando como nunca!" E quando isso não acontecia? "A carga tributária é desumana"! Sim, mas foi com o Lula que isso começou?

Vocês têm idéia do que o Lula significa para os mais pobres? Já percorreram as cidades miseráveis do Nordeste, como aqui do Maranhão, e conversaram com os comerciantes para saber o que significa o bolsa-família? Sabia que essa merreca, para a classe média paulista, salva vidas e a economia de cidades inteiras?

As pessoas deviam parar de ler esses colunistas de araques e procurar respostas sérias, estudar mais, antes de repetirem feito papagaios o que outros dizem. Deixar os outros pensarem por você é um dos grandes pecados dessa "elite" cada vez mais racista, intolerante, cristã, retrógrada e burra.

E tem mais: após tantos escândalos que o PT começou, em quantos Lula foi considerado culpado? Cadê as provas? Não há. Agora, da compra da reeleição por parte do FHC ninguém diz nada. E o PCC, seu Alckmin? São Paulo é tão segura hoje em dia como o Líbano. E o compromisso público de que não iria abandonar a prefeitura no meio do mandato, seu José Serra? Desgraçadamente o Palmeiras, que nunca teve um torcedor como governador do Estado de São Paulo, ganha um Serra quando isso acontece...

Cadê os compromissos públicos do PSDB? Onde está a identificação popular desses homens, que discursam apenas em recintos fechados com os ricos chacoalhando suas jóias e bebendo seu Red Label e fumando seu Havana?

Que Lula dê uma surra neles todos. Por que mil vezes 1000 anos de Lula do que três dias de Chuchu...

postado por: Rubão 11:36 AM

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A canção do dia

A Change Is Gonna Come

I was born by the river in a little tent
And just like the river, I've been running ever since
It's been a long time coming
But I know a change is gonna come

It's been too hard living, but I'm afraid to die
I don't know what's up there beyond the sky
It's been a long time coming
But I know a change is gonna come

I go to the movie, and I go downtown
Somebody keep telling me "Don't hang around"
It's been a long time coming
But I know a change is gonna come

Then I go to my brother and I say, "Brother, help me please"
But he winds up knocking me back down on my knees

There've been times that I've thought I couldn't last for long
But now I think I'm able to carry on
It's been a long time coming
But I know a change is gonna come

postado por: Rubão 9:51 AM

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Trilha sonora do dia

Essa é uma verdadeira relíquia, já que nem em CD é mais fabricado. É a melhor compilação já feita da carreira de Sam Cooke, provavelmente o maior cantor que já passou pelo planeta. The Man And His Music traz 28 pérolas de sua carreira, coisas especiais como "Cupid", "Chain Gang", e a fantástica "A Change Is Gonna Come", escrita após ouvir os discos de protesto de Bob Dylan e que fala sobre o racismo.

Boa pinta, galã, Sam era conhecido por arranjar confusões aos montes por causa de mulheres e acabou morrendo com três tiros dados pela gerente de um hotel, que alegou defesa pessoal. Eu fiz uma bio dele anos atrás falando disso.

Passados 40 anos, ninguém canta ou cantará como Sam. E pensar que a música negra virou essa caca atual... Lord Have Mercy, Sam, Lord Have Mercy...

postado por: Rubão 9:43 AM

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Os 10 primeiros no ranking da FIDE

Masculino

1. Topalov, Veselin (BUL) - 2813 pontos
2. Anand, Viswanathan (IND) - 2779 pontos
3. Kramnik, Vladimir (RUS) - 2750 pontos
4. Svidler, Peter (RUS) - 2750 pontos
5. Morozevich, Alexander (RUS) - 2747 pontos
6. Ivanchuk, Vassily (UKR) - 2741 pontos
7. Aronian, Levon (ARM) - 2741 pontos
8. Leko, Peter (HUN) - 2741 pontos
9. Adams, Michael (ENG) - 2735 pontos
10. Gelfand, Boris (ISR) - 2733 pontos

Feminino

1. Polgar, Judit (HUN) - 2710 pontos*
2. Koneru, Humpy (IND) - 2545 pontos
3. Kosteniuk, Alexandra (RUS) - 2534 pontos
4. Cramling, Pia (SWE) - 2528 pontos
5. Xu, Yuhua (CHN) - 2517 pontos
6. Chiburdanidze, Maia (GEO) - 2504 pontos
7. Zhu, Chen (QAT) - 2501 pontos
8. Kosintseva, Nadezhda (RUS) - 2493 pontos
9. Stefanova, Antoaneta (BUL) - 2489 pontos
10. Hou, Yifan (CHN) - 2481 pontos

*vale salientar que Judit Polgar não disputa jogos contra as mulheres, participando apenas do circuito masculino, ocupando hoje a 16ª posição no mundo.

postado por: Rubão 8:24 AM

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No xadrez também...

Li essa semana que pela primeira vez não sei em quantos anos o Brasil não tem nenhum jogador entre os 100 primeiros do ranking mundial no tênis. Bem, no xadrez também, após uma década estamos sem um top 100. E, ironicamente, acontece quando Rafael Leitão se torna o número 1 do Brasil. Dois esportes que precisam de uma reestruturação rápida. Em tempo: xadrez é esporte sim, tanto ou até mais que F-1.

postado por: Rubão 8:19 AM

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Segunda-feira, Outubro 16, 2006

"Meu amigo, você é louco!"

Essa lapidar frase, que já foi falada por todos meus amigos, saiu da boca de um PM que pegou carona comigo na estrada e que se mijou, literalmente, nas calças quando fiz uma manobra arriscada. Eis o relato fiel dos acontecimentos (segundo minha ótica, claro...)

Eu estava a caminho de Espírito Santo do Pinhal, para uma formatura de um colega, quando me perdi. No acostamento tinha um desses policiais pedindo carona e ele ia para a mesma cidade, por isso montou no carro e foi comigo. O papo ia normalmente, quando estávamos em uma descida e eu atrás de um ônibus. Essas malditas estradinhas de mão dupla são um terror e eu, cuidadosamente, vi se não vinha alguém do outro lado e acelerei.

O meu antigo golzinho 1.6 teve que suar para passar o ônibus na descida e quando eu emparelhei com ele, apareceu do nada, um caminhão cheio de cana, à minha esquerda, vindo de uma pequena estrada de terra. O pior é que o nojento não esperou, simplesmente entrou. Meu Deus, pensei que ia morrer ali mesmo. Emparelhado com o ônibus, o guarda ficou branco e não hesitei. Gritei "te segura, malandro!", pisei mais fundo e acelerei até 180. O caminhão buzinava e numa manobra digna de James Bond, cortei à frente do ônibus, fui pro acostamento, voltei para a pista, atravessei o outro lado e dei sorte de entrar em um acostamento cheio de areia e terra, mas nenhuma árvore.

Parei o carro, saí, me dobrei no chão com os joelhos bambos, enquanto o motor fervia e o guarda estava pálido, todo mijado. Ele olhava para mim e dizia "moço o que você fez, você é um louco, um louco, um louco!", assim mesmo, todo histérico. Mas o que eu podia fazer se o caminhão aparece do nada, morrer?

Depois disso, esperei um tempo até o motor esfriar, botei a água que eu levava no motor, vi se não tinha acontecido nada com o carro (intacto, pura sorte) e segui viagem. Mas sem o guarda. Ele preferiu se sentar ali mesmo e trocar de roupa em qualquer lugar do que ir comigo.

E a viagem correu sem problemas. Isso se você considerar que, depois, entrei na contra-mão, descendo a 100 km por hora em um lugar que era uma curva onde os carros subiam e, mais tarde, quase atropelei um cavalo. Resumindo: uma viagem perfeitamente dentro dos padrões Rubão de qualidade...

postado por: Rubão 10:59 AM

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Van Morrison no boteco

Quando eu cabulava aulas (seja no colegial, na faculdade, no cursinho...) eu gostava da sensação do dia começando, ao passear pelas ruas. Nada mais me irritava do que o período das 7h às 9h da manhã, que é quando o sono bate ainda pesado e os minutos custam a correr.

Mas eu sempre gostei de sair ouvindo música pela manhã e caminhar por aí, sem rumo. Às vezes aproveitava para fazer visitas inesperadas e era divertido verem as pessoas ficarem assustadas e me perguntarem o que diabos eu estava fazendo lá tão cedo.

Foram inúmeras pessoas a quem visitei e com reações diferentes. Lembro-me de uma vez que comecei a conversar com um senhor que não era meu vizinho, mas sempre parava para tomar café em um bar perto da minha casa. Todos os dias entabulávamos um papo sobre futebol, música, cinema, etc...

Ele era um daqueles caras judiados pela vida, muita tragédia, roupas rotas, mas com um conhecimento inacreditável. Você podia não dar um centavo pelo sujeito, mas com certeza não tinha um milésimo do conhecimento dele. Ele ali, sozinho, tomando um café-com-leite, comendo seu pão com manteiga, me abordou um dia e perguntou afinal o que eu tanto ouvia naquele walkman. "É uma dessas bandas de rock barulhentas?", me perguntou. Por sorte minha, não era, estava naquela fase celta do Van Morrison, Astral Weeks, essa coisa toda.

Meu Deus, ele conhecia Van! Começou a falar dos discos dele de maneira correta e disse que tinha assistido um show do bardo em 75, na Califórnia (o que podia ser verdade, ou não).

Daí, ficamos horas e horas conversando e como ele não tinha grana e eu tinha um pouquinho a mais do que ele, comprei alguns salgados e ficamos gastando saliva. Essa cena se repetiu por dias e dias e era apenas um outro motivo extra para não ir estudar. Porém, eu sou um cara que odeio rotina e quando aquilo virou uma, passei a ficar até mais tarde na cama ou ia simplesmente fazer outra coisa (até aparecia para estudar, incrível!).

Após algum tempo, entrei no bar e o balconista perguntou por onde eu andava e disse que meu parceiro estava saudoso de mim. "De mim ou das guloseimas que eu pagava?", perguntei irônico.

Ele me respondeu que realmente o lanche que eu pagava a ele pela manhã era o que ele tinha de mais substancial durante o dia, mas disse que o velhinho era muito solitário e ficou muito feliz de ter conhecido alguém tão jovem e com os mesmos gostos dele. Me senti um canalha.

No dia seguinte, fui lá, mas ele não tinha ido. Estava internado em um hospital. Eu não sabia que ele era doente terminal. Até fui visitá-lo, mas ele estava inconsciente e não soube que lá estive. Dias depois, morreu.

Embora eu não consiga lembrar mais seu nome (tantos prozacs, haldols e efexors minaram algumas lembranças), eu sempre me sinto melancólico quando toco Van Morrison, especialmente Astral Weeks. No entanto, certas vezes me orgulho de ter largado um pouco os estudos de lado para viver as ruas. Pode não ser muito certo ou ter me custado caro, mas certas experiências te ensinam mais do que uma aula de cálculo integral...

postado por: Rubão 9:57 AM

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Trilha sonora do dia

Quando seu dia estiver ruim ou tudo parece conspirar contra, tente esse bálsamo de Marvin Gaye, original de 1971.

What's Going On é seguramente um dos três maiores álbuns de soul music e um daqueles chamados indispensáveis, se você ainda curte essa bobagem de listas. Esqueça os rótulos e ouça Marvin desfilando toda sua classe e sua voz aveludada em um mantra sagrado.

Produção sofisticadíssima do próprio artista, o primeiro que se auto-produziu na Motown, comprando um briga enorme com a gravadora, inclsuive por abordar temas sociais, o que era raríssimo para artistas negros, na época..

postado por: Rubão 8:49 AM

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